quarta-feira, 11 de abril de 2012

Breu



O nosso coração perde a razão
E assim vai-se a emoção, 
Entrando em um caminho
Onde há escuridão.


Onde não há natureza,
Onde apenas vê-se tristeza.
Um lugar onde o sóbrio morre
E o drogado finge que vive.


Fumaça meio a um breu 
Frio, embaralhado.
Onde quem lamenta já morreu
E o forte vive mascarado.


O cisne negro 
Olha-se como branco
O branco morre 
Sem ao menos olhar-se como negro.




Thiago Dias Corrêa

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